Let it Bleed

DIA DE LIXO PESADO

ACME foi o último golaço do Jon Spencer. E isso já faz 10 anos. De lá pra cá, o doido vem jogando com a torcida. Nada de bola no ângulo, mas também não teve furada. Tá massa!

Numa entrevista, ele disse que o show de Maringá foi o melhor da turnê de 2001 aqui no Brasil. Eu e a cambada toda estávamos lá. Ainda bem.

Hoje ele toca no Jokers. Os malucos já garantiram o ingresso. Eu tô dentro. A quebradera fica por conta de Jon. Pelo o que vai abaixo, nào sentiremos falta das músicas do Blues Explosion. O lixo vai ser pesado!


Publicado em 17 de abril de 2009 às 10:15 por rubao

CONTAGEM LONDRINENSE


Os moradores de Londrina já podem comemorar. Finalmente têm um prefeito pra chamar de seu.

Sai Casemiro, entra Homero.

Como diz o Edu, brother meu criado e que ainda mora na várzea, "Londrina é uma grande fazenda iluminada" (ainda bem que nem todo o londrinense é cego como fãs de bandas derrota).

Sugiro aos amigos e famliares - as pessoas que fazem valer a pena a viagem de 5 horas - que se mudem o quanto antes.

Londrina = time na segunda, prefeito de terceira, cidade de quinta.

Publicado em 29 de março de 2009 às 18:25 por rubao

SÓ O MOTOR SALVA!

Na linha "olha o que escreveram", segue o texto de um colega de firma. Mais uma vez, o cara vai na veia! So faltou comentar o preço abusivo de 200 pilas.

Gosto do Oasis, mas tem que ser muito otário pra pagar duzentas lascas!

CURITIBA É OASIS DE BANDAS DECADENTES

Temos que ser francos. Não temos vocação para ser Seattle, Reading ou Leeds. Curitiba virou o paradeiro de bandas internacionais decadentes. Salvo algumas exceções da gangue do metal. Qual a última banda de renome mundial que aportou por aqui no auge do sucesso? Não lembro. Talvez os caras do Arctic Monkeys, há alguns anos. Lembrei-me disso quando se deu o anúncio que o Oasis deve vir para cá neste ano.

Hoje Curitiba é uma espécie de laboratório sociológico para estudos de bandas em fim de carreira. Talvez o clima da cidade, a “lenda” da cidade segura, o público sempre carinhoso e devoto possam ter nos colocado nesta situação. Somos os assistentes sociais da música velha. E não esqueçam de levar um quilo de alimento não perecível. A cidade virou um asilo musical.

Sempre que precisam damos um lar confortável para os caras do Iron Maiden. A extinta banda Pixies tentou um recomeço por aqui. Os pançudos não conseguiram nem terminar a turnê. Só Curitiba deu atenção para eles. Pearl Jam já não era mais o mesmo. E ainda pagamos a aposentadoria do AC/DC, Beastie Boys, Patti Smith, Bjork...

Se o Oasis tivesse aportado por aqui na década de 1990 poderíamos comemorar. Mas como dar atenção a uma banda que não consegue fazer uma música boa há vários discos? A turnê apresentará o sétimo álbum deles, “Dig Out Your Soul”. Sétimo. A última música interessante deles é do segundo álbum. É o Skank da Inglaterra. E tenho certeza que o show estará lotado. Somos assim. Babás de roqueiros babões.


Publicado em 24 de março de 2009 às 17:16 por rubao

O HEAD QUE ME INTERESSA É O MOTOR


Segue abaixo o último post do blog de um jornalista que respeito muito, André Forastieri:

Eu nunca ouvi um disco do Radiohead ou de Los Hermanos
Ouvi, inevitável, por aí. Vi clipes. Li techos de entrevistas.

Já tenho opinião sobre eles. Ela é: a única coisa que me interessou foram seus primeiros hits, “Creep” e “Ana Júlia”, hoje renegados pelas bandas.

É possível que existam pérolas incríveis perdidas pelos seus álbuns. Não vou procurá-las. A vida é curta. Você já ouviu Fred Astaire cantando “Let’s Call the Whole Thing Off”?

Tenho amigos que gostam dos grupos. Tentam me convencer que eu não devia perder esse festival em que Radiohead e Los Hermanos se apresentarão. Tobrigado.

O fato de ambas as bandas terem fãs apaixonados não quer dizer nada para mim. Tá cheio de gente por aí que é fã do papa Bento 16. Eu não vou gastar meus ouvidos com os sermões de Herr Ratzinger por causa disso, ou procurar sabedoria nas entrelinhas de suas epístolas.

Não me atrai o rock progressivo abrasivo do Radiohead, nem o estilo camundongo epilético de Thom Yorke. A estratégia de botar o álbum na faixa na internet, pague quem quiser e quanto quiser, foi isso: estratégia. E boa. Mas só.

Descobrir que eles exigiram trocar copos de plástico por recicláveis (“feitos à base de coco, são até comestíveis”, explicou a responsável pelo bufê) no backstage do show de hoje no Rio, para “reduzir o impacto ambiental” da apresentação, só aumenta minha implicância. Quantos milhares de copos de plástico serão utilizados pela platéia?

Quanto aos barbudinhos, que dizer? Los Hermanos faz MPB supostamente intelectualizada, para universitários ensimesmados, sem alegria, humor ou hormônios, mal composta, cantada e tocada.

“Ana Júlia”, a “Camila” deles, traz a assinatura do produtor e mestre hitmaker Rick Bonadio, o que talvez explique a exceção. Bonadio depois chamaria os caras de “playboys da Barra da Tijuca”, o que talvez explique o visual desleixado/planejado.

É a banda menos rock’n'roll que eu consigo imaginar. Se bem que Marcelo Camelo, 30, voltou outro dia ao noticiário por namorar Mallu Magalhães, 16. Assumir o lado papa-feto até que é bem rocker da parte dele.

As entrevistas dos Hermanos são de cair para trás. Eles se posicionam infalivelmente do lado errado. Às vezes o tiro sai pela culatra.

Marcelo Camelo uma vez criticou em entrevista o Charlie Brown Jr. por participar de propagandas de refrigerante. Chorão encontrou o cara num aeroporto, chamou Los Hermanos na chincha, xingou, socou o nariz de Camelo. Pediu desculpas depois, por escrito. Camelo processou, pediu indenização por “danos morais e ressarcimento de compromissos cancelados”, Chorão teve que pagar uma grana. Hei, Marcelo, resolver tretas pessoais na justiça é feio. A vida tem consequências. Sabia?

Os robôs que tocarão os teclados de “Robots” no show do Kraftwerk têm mais sangue nas veias que Los Hermanos.




Publicado em 20 de março de 2009 às 13:58 por rubao

RETROSPECTIVA

"A realidade de cada ano, somada à realidade de todos os outros anos, destaca que o importante é a vida em si, a capacidade de sentir o sol sobre a pele, viver a esperança de cada manhã e a resignação de cada tarde.
Se abrirmos o jornal, tomamos conhecimento da sordidez do mundo, na qual colaboramos de alguma forma, mas não da vida. Nisso está a sabedoria e a paz: diferenciar o mundo, separando-o da vida."
(Carlos Heitor Cony, Folha de S. Paulo, 26/12/2008)

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Amanhã acaba a farra e o plantão de reveilão anuncia a volta ao trabalho, à normalidade e à busca das próximas férias. Enquanto janeiro de 2010 não chega, o Let Bleed faz um balanço do que foi bom e ruim em 2008, um ano jóia, que deixará saudade para o dono do blog.

A CAGADA:

Tratei dela aqui, ou melhor, deles: os 9 pontos no dedão esquerdo.

Não falei disso na época: na hora que forcei a desgraça do cortador, eu tava puto com um colega. Ele tinha me sacaneado feio. A raíva agora está eternizada no meu joinha personalizado. Puzta merda que eu fiz por causa de um sujeito sem naipe. Pra quê?

VERGONHA (S) DO ANO:

Timão tá em todas:

1) jogar a segundona.

2) ver corintiano comemorar o título (era obrigação e ponto).

3) por último, pra fechar lindamente, a contratação do Picanha.

** Perder a final da Copa do Brasil também foi dose, mas aí faz parte, tem que engolir.

TRAMPO:

2008 foi o melhor até agora, sem dúvida. Muita pauta legal, reconhecimento, prêmio, programa de rádio, boas perspectivas pra 2009.

FESTA:

Teve muita. Em Londrina, a melhor foi no tal do Streetos, pouco antes do dia das mães. Em Curitiba, qualquer sábado à tarde na Eisenbahn tá valendo.

SHOW:

Nazi com a Reles na casa do estudante, em coompanhia do brodaço Dani. Rock forte.

(Hillbilly Rawhide não vale mais)

MÚSICAS:

A lista é grande, muito som baixado, ouvido, deletado, comprado. Teve Gotan, Cat Power, Fuzztones, Solution...

Vai uma só: "Apartment Story", do The National, um presente da minha camaradaça e colega de programa de rádio Malu Mazza no dia da cagada do ano. "Rubão, ouve isso aí, vc vai ficar mais animadinho". Acho que daquele dia pra cá, ouvi umas 789 vezes.

O trecho final:

"stay inside til somebody finds us
do whatever the TV tells us
stay inside our rosy-minded fuzz

so worry not
all things are well
we’ll be alright
we have our looks and perfume on"

o clip:



(continua num futuro próximo)





Publicado em 28 de dezembro de 2008 às 18:03 por rubao

O REBOLADO DO TIMÃO

Contratar o Ronaldo Picanha é mais ou menos como namorar a Gretchen.

Os dois estão ladeira abaixo. Só resta a lembranca da velha forma. Colar neles é vergonha na certa.

Depois do vexame que foi jogar a segunda divisão, a diretoria deveria montar um time forte, sem alarde. O Timão, por enquanto, é gordo e marqueteiro.

A "idéia genial" é que o time seja conhecido no exterior, que venda milhares de camisas etc e tales. Nada disso vai acontecer. Ronaldo é motivo de piada na Europa e o Coringão entrou no vácuo.

O novo camisa 9 será uma dor de cabeca pesada, de uns 110 quilos ou mais. Reportagem da Folha on line mostra que até agora o gorducho não treinou, ao contrário do prometido na apresentacão. É o primeiro de uma série de privilégios que veremos.

2009 já comecou no Parque São Jorge. E muito mal.


YEAH YEAH YEAH


Bacana o show do Gotan Project. Pena que eles tocaram todas as músicas que eu gosto de uma vez só.

Sei lá se dá pra entender, mas o lance é que depois da metade o show ficou xarope, arrastado. A ordem do set list é tão importante quando o conteúdo.

Valeu ter ido - e tomado o caminhaozinho de bera jóia do lugar. =)

Publicado em 22 de dezembro de 2008 às 19:13 por rubao

PIADA PRONTA

No aeroporto de Lisboa, depois de passar pela imigracao, um guarda me para, faz outra revista e pergunta se tirei minhas botas antes de passar. Eu disse que a mulher da alfandega nao me pediu.
Ai ele manda, sem doh:
'poisss da proxima vezzzzz trate de tirar'
Quase que falei 'tudo baaainnn, da proxima vezzzz nao trago a dinamite essssscondida nelassss'

''''''''''

Sabado, show do Gotan Project!
=)

Publicado em 19 de dezembro de 2008 às 14:25 por rubao

UM CLÁSSICO

Publicado em 22 de novembro de 2008 às 17:17 por rubao

TRADIÇÃO


Descobri um lance hoje que preciso dividir com meus amigos, principalmente os corintianos: meu avô foi diretor de remo do Coringão na década de 50!

Sensacional isso!!!!!

Um primo, que só conheço via orkut e que faz remo no Timão, me perguntou se eu era neto do Armando Marchi, ex-diretor. Tavam querendo uma foto dele.

Não sabia, fui checar com meu tio e bingo!!!

Bahh, tesânico!

Deve ser por isso que remo pacaray!




Publicado em 07 de novembro de 2008 às 12:02 por rubao

DIA LEGAL

1) acorda, vai pro shoping e torra grana na terceira câmera digital em pouco mais de 2 anos. As outras duas eram uma bosta.

2) almoça bem.

3) óculos novos chegam pelo correio. Volta a ver coisas que outrora não rolavam.

4) uma horinha na academia.

5) bera com Preto e James na praça em frente ao Pudim. Dia lindo por aqui, cerveja gelada, rapaziada dando rolê de skate.

6) atravessa a rua e janta no Pudim.

7) volta pra casa, dorme, acorda no susto pra ir pro aniversário.

8) aniversário, só gente legal, lugar bacana, sonzera, mais cerveja gelada.

9) Sinceridade.

10) Volta mais do que feliz pra casa.

A TRILHA SÓ PODE SER ESSA:




Publicado em 02 de novembro de 2008 às 19:54 por rubao

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